Estamos em 2015. Na pequena cidade provincial de Nykøbing, situada nos arredores da Dinamarca, há um hospital onde a recém-formada enfermeira Pernille Kurzmann começou a trabalhar após concluir o curso técnico de enfermagem. A jovem é recebida com alegria pela equipe do hospital local, já que o pessoal aqui praticamente não muda há anos e todos se conhecem. Pernilla fica encantada com a atenção dos colegas, tendo sido recebida de forma especialmente calorosa pela enfermeira-chefe Christina Aistrup Hansen. Ela é um pouco mais velha que a recém-chegada, mas também mais experiente, o que significa que poderá ajudar a novata inexperiente em qualquer momento difícil.
Christina e Pernilla se tornam amigas rapidamente. E a novata sente que teve muita sorte em encontrar uma colega tão profissional e uma excelente amiga. O tempo de trabalho passa alegre e imperceptivelmente quando as duas estão no mesmo turno. Christina é muito atenciosa com as necessidades dos pacientes e sempre pode ir trabalhar a pedido da gerência. Aos olhos de Pernilla, isso é verdadeira abnegação em prol dos outros. Mas, com o tempo, ela percebe que o comportamento da amiga nem sempre é lógico, como se ela estivesse se passando por outra pessoa. E logo a novata compreende que Cristina esconde algo assustador por trás de seu sorriso.
Pernilla comunica suas suspeitas à polícia e começa uma investigação, que revelou que a “atenciosa” enfermeira Christina Aistrup Hansen ajudou, em várias ocasiões, pacientes do hospital a tirar a própria vida. Os funcionários da clínica suspeitavam de Cristina há anos, mas não havia provas — ela escondia habilmente as evidências. Ao final da investigação, a enfermeira Hansen recebeu 12 anos de prisão pela morte de três pacientes; os demais casos possíveis não tiveram provas.