Este drama, composto por quatro partes, foi adaptado por Sara Solemani a partir do romance homônimo de Joe Bloom, publicado em 2014. A trama desse thriller se passa no início da turbulenta década de 1960, no East End de Londres, e o filme é baseado em fatos históricos reais — o confronto entre fascistas britânicos e manifestantes judeus. A Segunda Guerra Mundial já havia terminado há muito tempo, e os nazistas já haviam deixado o território britânico há muito tempo, mas, apesar disso, é criada em Londres a sede do Movimento Nacional-Socialista, liderada pelo carismático Colin Jordan (Rory Kinner). Na capital britânica, assolada por um número recorde de distúrbios em massa motivados pelo ódio racista, encontramos a protagonista do filme — a jovem Vivien Epstein (Aji O’Casey). Na verdade, ela mora em Manchester e trabalha como cabeleireira. A sensata Vivien ficou noiva de um judeu há pouco tempo, mas, em determinado momento, ela percebe que não foi feita para a vida familiar, que tem o dever de participar ativamente da vida do país. Vale ressaltar que o governo permitiu que as pessoas protestassem de forma pacífica e pública na Praça de Trafalgar, mas isso é apenas uma aparência de democracia, já que, muito em breve, vemos policiais que, na verdade, são um grupo de racistas armados. Vivien parte para a agitada Londres para, lado a lado, enfrentar a injustiça com seu namorado — Jack (Tom Verry), membro de uma organização antifascista. Mas, para a jovem, nem tudo acaba sendo tão simples quanto se imaginava. Logo ela percebe que seu amado Jack é um racista genuíno, que se juntou ao movimento neonazista, cujo único objetivo é perseguir judeus. Para tentar enfrentá-los, Vivien passa a integrar um movimento clandestino, do qual faz parte seu tio Solly (Eddie Marsan), a fim de, com o tempo, infiltrar-se disfarçada na organização de extrema direita e sabotar seus planos futuros.