O enredo da minissérie acompanha de perto os destinos dos personagens principais e coadjuvantes, que se equilibram no fio da navalha, tentando conciliar trabalho e lazer, ambições e integridade de caráter, defender seu direito à opinião pessoal ou seguir o plano inicialmente traçado, sem comprometer o cronograma de transmissão do noticiário, em meio à pressão incessante da alta direção, em um regime de trabalho 24 horas por dia e em um ritmo frenético. Eles precisam se recompor a cada momento, colocando em segundo plano as dificuldades pessoais, os conflitos com chefes e colegas, problemas de saúde e até mesmo o mau humor, para, mantendo a “cara”, sair sob os flashes das câmeras e começar a dar entrevistas com a imparcialidade de um robô, sem demonstrar emoções desnecessárias e respondendo às perguntas de inúmeros e muito insistentes jornalistas, tentando falar apenas do essencial e sem detalhes supérfluos. Além disso, é preciso levar em conta o fato de que uma publicação concorrente pode se antecipar e fornecer informações mais detalhadas por toda parte aos correspondentes de campo. Há uma rivalidade séria, pode-se dizer uma luta entre as maiores publicações londrinas, que, para sobreviver na era das tecnologias digitais, estão dispostas a tudo para se manterem à tona. Além disso, a minissérie aborda também um tema bastante delicado, relacionado a questões étnicas, com as quais os profissionais da imprensa se deparam praticamente todos os dias e a cada hora, buscando qualquer oportunidade de conseguir uma notícia “quente” para apresentá-la, como se costuma dizer, “em uma bandeja com borda azul”…