A história se passa um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1944, em uma pequena ilha perdida em algum lugar no Mar Tirreno. Nele está estacionado um regimento da Força Aérea dos EUA, composto por bombardeiros. No centro da trama está o capitão desse regimento, de sobrenome Yossarian. Naquela época, havia uma cota exata de voos estabelecida para os pilotos do exército americano e, até que a cumprisse, o homem não podia se desligar do do quartel. Ao atingir esse limite, o piloto decidia por conta própria se queria ser desmobilizado ou continuar lutando. Mas o coronel, que comandava esse regimento, aumentava constantemente a cota, tentando assim ganhar pontos com os superiores. Mas essas não são suas únicas transgressões. O fato é que, como é típico de todos os americanos, o coronel conseguiu montar seu próprio negócio: junto com seu assistente e o tenente parasita Milo Minderbinder, ele troca paraquedas por tâmaras, que depois envia do Egito para os Estados Unidos; por isso, já não há esses mesmos paraquedas nos aviões e, em caso de decolagem mal sucedida, os pilotos praticamente não têm nenhuma chance de sobrevivência. Ainda mais terrível e absurdo é o fato de que os magnatas americanos não hesitam em negociar nem mesmo com os alemães. No entanto, Yossarian não deseja de forma alguma morrer e na situação atual, ele entende que só é possível sobreviver fugindo, e a fuga do campo de batalha se torna para ele uma ideia obsessiva. Ele inventa uma série de artimanhas para conseguir o que deseja sem cometer o crime de deserção ilegal, mas sim dentro dos limites da legislação vigente. Mas nada dá certo. E então resta o último recurso — o 2 segundo estratagema — fingir ser louco. Não é difícil fingir ser louco de forma convincente para os médicos militares, mas a armadilha está no fato de que, segundo as regras, para ser dispensado por insanidade, ele mesmo deve redigir um pedido de dispensa. Mas se ele mesmo escrever um texto totalmente coerente, isso significa que ele não é nenhum louco… Curiosidade: o protagonista tem um protótipo totalmente real. O fato é que o autor do romance conhecia o assunto sobre o qual escreveu seu livro, por assim dizer, por dentro. Afinal, ele próprio serviu como artilheiro de bombardeiros em um regimento semelhante, só que na Córsega e exatamente em 1944. Lá, ele teve um colega de serviço — Francis Johannnen -, no qual se baseou a figura do protagonista.