Quentin Coldwater, até pouco tempo atrás, era um paciente involuntário da clínica psiquiátrica de Midtown. Ao jovem, que se tornou o herói da série fantástica de terror “Os Magos”, sempre pareceu que ele não se encaixava no quadro habitual da sociedade e do mundo. Nas festas, ele sempre se sentia deslocado. A depressão tomou conta do jovem e não lhe permitia se concentrar em nada, a não ser em sua própria inutilidade. Sem encontrar equilíbrio interior e sem encontrar pessoas com ideias semelhantes, que gostassem de truques de mágica e magia, entre aqueles que adoravam sair e se divertir de forma imoral, Quentin é internado em um hospital psiquiátrico, autodenominando-se a pessoa mais inútil do mundo. Agora, porém, o rapaz sente que está pronto para voltar à sociedade, além do que se aproxima a formatura e a entrevista para ingressar na Universidade de Yale. O psicólogo considera que é cedo para o jovem deixar as paredes do hospital, mas ele discorda dessa decisão do médico. Quadrinhos, leitura de fantasia, magia e feitiçaria: é isso que sempre realmente fascinou Coldwater. O formando se prepara com determinação para se despedir de um passado fascinante e começar uma nova vida adulta, onde não há espaço para mergulhar em suas próprias fantasias utópicas. Ao irem para a entrevista na universidade junto com sua melhor amiga — seu talismã -, os dois se deparam com uma surpresa desagradável: em uma mansão antiga, encontram o corpo de um idoso. O desconhecido falecido deixa um envelope para Quentin, dentro do qual está a mística sexta parte da obra favorita do rapaz, sobre as aventuras no país encantado de Filarí. Foi justamente sobre esse lugar que Coldwater escreveu sua redação de admissão. Que surpresa ficou o amante de livros quando descobriu que todas aquelas histórias incríveis sobre um mundo secreto, onde milagres inacreditáveis reinam, são a mais pura verdade, e que ele próprio é um mago e aluno de uma misteriosa universidade de magia, e deve salvar o mundo de uma ameaça monstruosa.