Antes de mais nada, é preciso deixar claro desde já que o papa mais jovem da história do Vaticano, chamado Pio XIII, cuja imagem os telespectadores já se acostumaram e até conseguiram se apegar com seus corações sensíveis, nunca existiu na realidade. Trata-se de uma personagem totalmente fictícia, fruto da imaginação fértil de um diretor italiano. Aliás, o mesmo pode ser dito sobre a trama do enredo — tudo é ficção artística do início ao fim. No entanto, especialistas afirmam com bastante autoridade que a série surgiu com a conivência tácita do atual papa real, Francisco, que tem fama de ser um liberal ferrenho. Vale notar que o próprio Francisco é originário da América, embora da América Latina, e não da América do Norte, como o protagonista da série. Esses mesmos especialistas afirmam que a série retrata com incrível precisão a vida cotidiana no Vaticano, até nos mínimos detalhes. Portanto, nesse aspecto, a série é bastante fiel à realidade, e isso leva muitos a pensar que o diretor obteve informações de fontes internas do Vaticano. E isso torna a série muito valiosa para quem tem grande interesse em conhecer a vida interna do centro da religião católica. A primeira temporada foi dedicada à eleição do jovem papa e à sua preparação para o primeiro sermão, o mais importante de todos. O pontífice recém-eleito tem um sonho assustador, no qual, nessa pregação, ele anunciaria a legalização do aborto, da masturbação e dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Ao acordar aterrorizado, o papa sentiu vontade de tomar uma Coca-Cola… E, durante a pregação de verdade, ele afirma algo não menos escandaloso, porém totalmente oposto ao que viu em seu pesadelo noturno. É assim que se define a personalidade do jovem papa — muito contraditório e, justamente nessa contradição, totalmente coerente. Então, como é esse papa americano? Totalmente impenetrável, estranho, em seus movimentos e comportamento, parece um robô. Ele é, ao mesmo tempo, um intrigante incrivelmente astuto e dissimulado e simplesmente um santo. Por um lado, um democrata perfeito; por outro, um homofóbico sincero e profundo. É muito modesto na alimentação, mas é um fumante inveterado. À primeira vista, é a própria modéstia, mas, olhando mais de perto, está obcecado pela mania de sua própria grandeza. Em suma, uma figura bastante incompreensível e rígida, difícil de compreender não apenas para o cidadão comum, mas até mesmo para seus mais próximos, incluindo o secretário de Estado do Vaticano e até mesmo a pessoa mais próxima a ele — a freira Irmã Maria, que é a educadora do papa. Também participa ativamente da trama um cardeal com temperamento misantropo, que é professor do papa, o abade da Basílica de São Pedro, bem como uma pessoa muito cínica, que ocupa o cargo de profissional de marketing desse pequeno, mas tão influente, Estado. Para todas essas questões, o jovem papa terá que buscar respostas na segunda temporada. Você pode tentar encontrá-las junto com ele, assistindo a essa série.