Quando ainda não existia em nossa vida a enorme e indomável equipe do S.H.I.E.L.D., cabia à poderosa organização S.N.R. — cujo nome completo era Reserva Científica Estratégica — lutar contra os vilões. Não é de se admirar que, por muito tempo, um trabalho tão complexo e perigoso tenha sido realizado exclusivamente por homens. Mas a protagonista da série “Agente Carter” decidiu ir contra o sistema e provar que as mulheres também podem, com facilidade, ostentar o título de agente especial. E o momento era propício, afinal, em 1946, um movimento feminista sério estava apenas começando a surgir. Só que, para a frágil mas muito forte Peggy, aqueles eram tempos extremamente difíceis. Nessa mesma época, dezenas de militares começavam a voltar da guerra, tendo testemunhado os piores horrores da Segunda Guerra Mundial. Além do serviço honroso na SNR, a protagonista da série “Agente Carter” precisa trabalhar na administração, e esconder sua vida dupla dos olhares alheios é uma tarefa bem. Mas, por mais estranho que pareça, Peggy conseguia com facilidade manter seu maior segredo oculto das pessoas ao seu redor. Trabalhando como voluntária, ela precisava cumprir com brilhantismo as missões da S.N.R., constantemente atribuídas a ela por seu atencioso chefe, Howard Stark. As exigências para as agentes especiais mulheres são sempre mais elevadas; qualquer falha que equivalem à demissão imediata e ao adeus ao serviço que tanto ama; por isso, Peggy simplesmente não tem direito a cometer erros, afinal o preço de tal deslize é altíssimo. Para quem a rodeia, a agente secreta deve manter a imagem de uma mulher frágil e solitária, passando por um enorme drama pessoal. Não faz muito tempo, ela perdeu seu amado e único homem, Steve Ro, e parece que essa tragédia afetou profundamente sua vida e seu trabalho. Mas que outras provações e dificuldades o destino cruel reservou para essa mulher encantadora e de espírito forte?