A série “Os Foster” conta a história de uma família não convencional no sentido clássico do termo. Duas mães (Stef e Lina) criam três filhos, sendo que um deles é biológico de Stef. Além disso, essa família também é multinacional: Lina é negra, e os dois filhos gêmeos são latino-americanos. No geral isso já seria suficiente para criar uma série com forte conteúdo social para o público americano, mas os criadores ainda reservam muitas reviravoltas e acontecimentos inesperados que não vão deixar você entediado. Assim como em qualquer série, em “The Fosters” há muito mais do que uma única linha narrativa; praticamente cada personagem tem algo guardado no fundo do coração, algo sobre o qual não se costuma falar, mas que, mais cedo ou mais tarde, certamente virá à tona. É claro que, às vezes, você pensa que tantas coisas não poderiam ter acontecido a uma única família, mas, aos poucos, você é sugado pela atmosfera da série, passa a sentir simpatia ou antipatia pelos personagens. E aí você já não consegue mais parar de assistir. É claro que nem todo mundo vai gostar da temática da série, especialmente para o telespectador russo comum, mas, ainda assim, se você for mais ou menos tolerante, logo deixará de notar a diferença entre um casal de personagens e um casal heterossexual. É muito gratificante que os criadores não tenham colocado a questão da homossexualidade em primeiro plano; a série não se sustenta na ideia de uma família não tradicional. Gostaria de falar também sobre os atores: os papéis adultos são interpretados por atores já consagrados, e eles atuam de forma muito convincente; as crianças são interpretadas, pelo que entendi, em sua maioria por estrelas do canal Disney, onde atuavam principalmente em sitcoms, mas dão conta dos papéis de seus personagens com perfeição. O único ponto negativo é a falta de dublagem, mas praticamente não se deve esperar por ela, já que, para a televisão russa ou mesmo simplesmente para o “público em geral”, receio que a série não seja o formato adequado. Mas há legendas, e com o conhecimento adequado do idioma dá para tentar assistir na versão original; a linguagem é bastante simples (ao contrário das nos desenhos animados, onde isso é complicado pela dificuldade de entender as piadas). Boa sorte e vida longa aos “Fosters”!