Em certa ocasião, o escritor inglês Arthur Conan Doyle, em conversa com o poeta russo Vladimir Maiakovski, lamentou que os descendentes o lembrassem apenas como autor dos contos sobre o detetive Sherlock Holmes. Ora, ele também tem outras obras não menos interessantes. Evidentemente, não foi à toa que o respeitado escritor se dedicava ao espiritismo e às profecias. Os leitores, e agora também os telespectadores, associam seu nome, em primeiro lugar, a um personagem fictício que, apesar de todos os artifícios do autor, não conseguiu desaparecer no século passado. E, com uma constância invejável, ele reaparece, interpretado por atores contemporâneos, em novas encarnações. A nova série de aventura transporta a imagem já consagrada do detetive londrino para o mundo contemporâneo início do século XXI, mais precisamente para Nova York, onde ele se encontra em reabilitação após o uso de drogas. Habilidades brilhantes, uma memória fenomenal, deduções lógicas excepcionais e um estilo de vida recluso — essa é a imagem do Sherlock Holmes contemporâneo. O encontro com a ex-cirurgiã Joan Watson, que foi sua orientadora e depois sua aluna, mudou radicalmente a vida do famoso detetive. Juntos, eles se tornam consultores da Polícia de Nova York, ajudam na investigação de crimes complexos e engenhosos, além de se dedicarem a casos particulares e a outros há muito esquecidos nos arquivos. Cada episódio da temporada apresentará uma história independente, mas a cadeia de eventos é logicamente fundamentada; cada narrativa, como uma conta no fio que une o enredo, não se deslocam do contexto geral. E é possível apreciar com prazer a atuação de atores notáveis, continuando a imaginar: o que acontecerá a seguir?