O mês de agosto de 1994 estava chegando ao fim, os últimos dias despreocupados no acampamento escolar de verão, e, em seguida, um longo ano letivo. A mãe de Pavel Kapinsky conseguiu para ele um emprego como monitor no grupo dos alunos do ensino médio, e sua principal responsabilidade era manter a ordem entre os alunos. Após uma briga inesperada entre os garotos por causa da atenção das meninas, o monitor sênior trouxe algumas garrafas de aguardente de cereja, e os garotos ficaram completamente bêbados — na manhã seguinte, esperavam-lhes uma dor de cabeça e uma bronca dos mais velhos. O dia seguinte era o último no acampamento, e os jovens organizaram uma grande festa dançante. A namorada de Pavel o levou para a floresta; no momento mais interessante, ouviram, em algum lugar próximo, um grito alto e cheio de terror. Vinte e cinco anos depois, Pavel Kapinski, que na época já era promotor regional, foi chamado pelos investigadores ao necrotério local para identificar um homem desconhecido. Os documentos do falecido, que morrera com um tiro na cabeça, estavam falsificados, e no bolso foram encontrados recortes de jornais nos quais aparecia o nome do promotor. Após a morte da esposa, Pavel cria sozinho a filha; a irmã dela o visita de vez em quando e o repreende pela bagunça de solteiro no apartamento. Para um homem solitário, é difícil dar conta sozinho de todas as tarefas domésticas. No trabalho, ele está lidando com um novo caso de estupro de uma jovem chamada Cláudia, cujos principais culpados são dois rapazes, sendo um deles filho de um conhecido correspondente. Tentando evitar alarde e livrar seu filho travesso, o jornalista de TV Kszysztof Dunaszafranski oferece ao promotor um suborno velado. Pavel percebe que não há provas concretas contra os rapazes; pois, segundo a jovem, eles gravaram todo o processo em vídeo. Mas onde estão as imagens? No entanto, nas audiências preliminares, ele pede que os culpados sejam detidos e, ao sair do tribunal, ouve o jornalista dizer que que todo mundo tem seus segredos no passado e que, como um bom profissional, ele tentará descobri-los também na vida do promotor. Isso já é uma ameaça direta, e Pavel percebe que entrou em um campo minado, mas não há mais volta. Na memória de Pavel, surgem imagens do último dia no acampamento escolar. Naquela ocasião, quatro pessoas desapareceram; duas foram encontradas em sepulturas rasas, mas as outras duas — Artur Perkovski e a irmã de Pavel, Camilla — nunca mais voltaram. Depois de ligar para os investigadores, o promotor volta ao necrotério e, pela longa cicatriz no braço do desconhecido, reconhece nele Artur.