Uma terrível desgraça se abateu sobre uma antiga família aristocrática. Jessica Wilhern deu à luz uma menina. A alegria pelo nascimento da criança foi ofuscada pela aparência incomum da bebê. A menina nasceu com uma deformidade física conhecida popularmente como “focinho de porco”. Acontece que, há muito tempo, um membro da família Wilhern seduziu uma plebeia. Ela engravidou dele, mas o descendente da família aristocrática rejeitou a mulher, e ela se suicidou. Esse suicídio trouxe uma maldição sobre os Wilhern. Se a próxima criança da família fosse uma menina, ela nasceria com “focinho de porco”, e a maldição só poderia ser quebrada por um amor puro e sincero. Por muito tempo, só nasceram meninos na família, e a maldição foi esquecida, mas então ela nasceu. Decidiram não mostrar a menina a ninguém, apesar de toda a sociedade ansiar por ver a tão esperada herdeira da família aristocrática. Ela era escondida “como a menina dos olhos” dos olhares alheios, e nenhum paparazzi conseguiu, por muito tempo, dar uma olhada na menina que, como se fosse uma zombaria, receberam o belo nome de Penélope. A menina cresceu e chegou à idade em que era hora de se casar. Só que quem iria aceitá-la com tal deformidade? Os pais se preocuparam em atrair pretendentes. Decidiram, discretamente, atrair para sua casa os filhos de famílias nobres, a princípio sem revelar com quem eles teriam que se casar, até o momento em que tivessem que aceitar. Mas os pretendentes, sem exceção, ficavam tão chocados com a aparência da noiva que fugiam da mansão dela a toda velocidade, tanto pelas portas quanto pelas janelas. No fim das contas, a moça se cansou de tudo isso. Penélope, após a chegada de mais um pretendente que tocou seu coração e sua alma, mas que, assim como os demais, fugiu a toda velocidade, também fugiu secretamente de casa.