O filme “O Assassino do Rio Verde” é mais uma adaptação para as telas da bem-sucedida história em quadrinhos de Jeff Jensen, que ele escreveu e publicou entre 2010 e 2011, e que se baseia em um caso criminal real envolvendo um assassino em série chamado Harry Ridgway. Em 2008, essa história já havia sido adaptada para as telas em uma pequena minissérie americana, que contou essa história misteriosa e assustadora de forma simples e direta. No entanto, desta vez, a nova adaptação para o cinema ficou a cargo do renomado ator britânico Michael Sheen, que escreveu o roteiro e interpretará o papel principal — o assassino Harry Ridgeway. “O Maníaco do Rio Verde” foi o apelido dado ao criminoso que, por quase vinte anos, praticamente aterrorizou a população do estado de Washington. Suas primeiras vítimas foram encontradas no Rio Verde em 1982. Em geral, ele cometeu todos os seus assassinatos ao longo de dois anos, mas o último foi registrado em 1998. A investigação dos terríveis crimes cometidos pelo maníaco nas décadas de 80 e 90 do século XX durou cerca de dez anos. E só em 2001 o criminoso foi capturado. Uma complexa investigação durou cerca de dois anos, resultando, em 2003, na confissão de Harry Rid juei confessou 48 assassinatos, entre os quais a maioria das vítimas eram mulheres. O assassino matava prostitutas de rua que trabalhavam na região do aeroporto de Seattle, além de meninas que haviam fugido de casa e viciadas em drogas. Ele jogava seus corpos mutilados e nus na margem do Rio Verde, que corre ao sul de Seattle. Primeiro, o criminoso estuprava suas vítimas e, em seguida, as estrangulava impiedosamente. Esse monstro moral chegou a admitir que o que ele fazia de melhor era justamente estrangular suas vítimas. Michael Sheen se interessa, antes de tudo, não tanto pela trama dos acontecimentos, mas pelo contexto psicológico da mudança na mente do criminoso e sua relação com o investigador. O profundo drama psicológico “O Assassino do Rio Verde” conta não apenas e não tanto sobre a investigação e a captura do criminoso, mas sobre a relação entre o maníaco e o investigador, entre os quais se estendeu, através do tempo, uma certa ligação psicológica. O investigador começa a se comunicar com o suspeito com o objetivo de descobrir os locais onde ele escondeu os corpos de suas vítimas, afinal, isso é tão importante para os familiares, que desejam dar um enterro digno aos seus entes queridos. E, ao longo de 180 dias, essa entrevista sem precedentes se desenrola, com todas as consequências psicológicas decorrentes, tanto para o criminoso quanto para o investigador. Aos poucos, eles começam a perceber que já se tornaram praticamente pessoas próximas… Ao concordar com um acordo com a polícia, o maníaco do Rio Verde, responsável pela morte de quase meia dúzia de pessoas, salvou a própria vida.