Em homenagem à inauguração oficial da Escola William Dozz, decidiu-se encerrar a cerimônia com o enterro de uma cápsula do tempo, na qual foram colocados desenhos — representações do futuro — feitos pelos alunos da instituição. Algumas crianças desenharam uma nave espacial, outras, alienígenas; apenas uma menina chamada Lucinda se destacou: em vez de um desenho, ela colocou na cápsula do tempo uma sequência de números sem sentido — à primeira vista, sem sentido — que vozes lhe sussurraram. Exatamente cinquenta anos depois, como havia sido planejado, a cápsula do tempo é aberta pelos descendentes daqueles que a colocaram lá. Entre eles está um menino chamado Caleb, e o desenho de Lucinda vai parar exatamente nas mãos dele. Sob a influência das mesmas vozes sussurrantes, Caleb leva o papel com os números para casa. Seu pai, John, um renomado astrofísico, por acaso cruza alguns deles e descobre que a sequência de números se refere à tragédia ocorrida em 11 de setembro de 2001, em Nova York; e não só isso: no papel está indicado o número exato de vítimas que morreram nas mãos dos terroristas. Catástrofe após catástrofe, todos os números coincidem; cada tragédia mundial que ocorreu está registrada naquela pequena folha de papel. John fica impressionado com a descoberta. Em uma dessas datas, ele descobre os números correspondentes ao dia da morte de sua esposa, Alison. E há muitas datas futuras que, a qualquer momento, devem confirmar ou refutar o que está escrito na folha. O homem, custe o que custar, decide descobrir a verdade e salvar muitas vidas, se isso for possível.