Apesar do grande número de prêmios e dos três Oscars, o filme, no qual se depositavam grandes esperanças, foi considerado uma grande decepção. Ainda antes de chegar aos cinemas, ele foi divulgado como mais um “Forrest Gump”, já que Eric Roth trabalhou nos roteiros de ambos os filmes. Provavelmente, o caráter repetitivo do enredo impediu que os críticos avaliassem corretamente a ideia que David Fincher tentava transmitir ao público. Nesse filme impecavelmente suave e belo, a ênfase principal estava no fato de que, apesar de tudo, o amor — o amor verdadeiro — existe e é eterno… Os espectadores são convidados a assistir a uma história contada a partir do diário de um certo Benjamin Button (B. Pitt). No início do século XX, no mesmo dia em que terminou a Primeira Guerra Mundial, ele veio ao mundo — Benjamin Button. Seu nascimento foi marcado pela morte de sua mãe, que, em meio a grandes dores, trouxe o “menino” ao mundo, e pela loucura do pai, que não conseguiu suportar a morte de sua amada esposa nem a visão de seu filho pequeno. Ele, apesar da promessa de não abandonar o menino à própria sorte, feita à sua esposa moribunda, o deixou em um asilo para idosos. Lá, ele foi acolhido por uma bondosa enfermeira-cuidadora que, em detrimento de sua própria felicidade, dedicou toda a sua vida à criação do menino, apesar da aparência bastante incomum da criança. Benjamin Button crescia ao contrário. Ele nasceu como um ancião e, à medida que crescia, ficava cada vez mais jovem. Sua vida era muito, muito complicada devido às particularidades de seu organismo. No auge da juventude, quando seu corpo se equiparou à sua idade biológica, ele se apaixonou, e esse se revelou um amor dos mais incomuns, já que, a partir de então, sua amada envelhecia a cada ano, enquanto ele continuava a rejuvenescer… Os acontecimentos do filme abrangem um longo período, desde o fim da Primeira Guerra Mundial até o ano de 2005.