E aqui temos uma história de vida absolutamente incrível de um inspetor fiscal bem comum, intitulada “Personagem”. Harold Creek é um personagem bastante enfadonho, que leva uma vida monótona e repetitiva, o que, ao que parece, o satisfaz plenamente. Ele está acostumado a ir dormir e acordar sempre no mesmo horário, fazer tudo de acordo com a rotina; além disso, chega até a contar quantas vezes passa a escova nos dentes durante a higiene matinal. No entanto, sua idílio entediante é interrompida certa vez por uma voz completamente desconhecida, que começa a comentar cada um de seus passos. Essa situação assusta muito o protagonista do filme “Personagem”. Percebendo que precisa de ajuda profissional, Harold decide procurar um psiquiatra, onde rapidamente recebe o diagnóstico de esquizofrenia. Mas esse veredicto não agrada nem um pouco ao protagonista, e ele resolve pedir ajuda ao professor de literatura Jules Hilbert. Talvez ele consiga ajudar o coitado a se livrar dessa desgraça. No entanto, a partir daí toda essa história toma um rumo totalmente inesperado. Em mais uma visita ao gênio da literatura, Harold ouve, em uma gravação, uma voz que é exatamente igual àquela que ressoa em sua cabeça. Acontece que a encantadora desconhecida é a famosa escritora de tragédias Karen Eiffel. Agora, o rapaz percebe que, sem suspeitar de nada, se tornou um personagem do novo livro dela. Mas o problema é que, no final desse livro, o protagonista deve morrer tragicamente. Essa circunstância não agrada muito ao rapaz; agora, não lhe resta nada a não ser encontrar a escritora e convencê-la a mudar o final da obra...