A propósito, o filme utiliza uma música do compositor S. S. Prokófiev, da maravilhosa fábula “Petya e o Lobo”, interpretada pela flauta. Foi ao som dessa música que foi contada a história da vida de Pei Mei — Sobrancelha Branca. No início da segunda parte da dilogia, o espectador voltará a ver cenas em que a Noiva, ferida, quase morta e toda ensanguentada, jaz em seu vestido de noiva na capela “Os Dois Pinheiros”, enquanto seu assassino se prepara para tirar a vida da mulher que está prestes a se tornar mãe. Pouco antes do tiro, ela, com as últimas forças, conseguiu pronunciar apenas quatro palavras: “Bill, este é o seu filho”. Em seguida, os criadores do filme levam o espectador de volta um pouco no tempo, quando os preparativos para a cerimônia de casamento estão a todo vapor. A noiva, também conhecida como Beatriz, também conhecida como Mamba Negra, discute animadamente com seu futuro marido, Tommy, e seus inúmeros parentes sobre a festa que está por vir. Lembram-se dos mais diversos detalhes e fica claro que os convidados são todos do lado do futuro marido. A noiva não tem parentes, por isso não haverá ninguém do lado dela. Em seguida, tudo se desenrola exatamente como na primeira parte. Beatrice saiu para tomar um pouco de ar fresco, viu Bill, deu a entender que não fazia mais parte da gangue dele, apresentou o ex-chefe — e, ao mesmo tempo, amante — ao noivo e seguiu em frente para ensaiar a cerimônia de casamento que se aproximava. E, assim como na primeira parte, quatro assassinos matam a tiros todos que estavam na capela. E eis o início da segunda parte. Quatro anos depois, a noiva sobrevivente sai do coma para se vingar. Tomada por uma sede de vingança, ela destrói todos aqueles que, em algum momento, não a trataram muito bem. Jatos de sangue, mãos, pernas e olhos voam em todas as direções. Ela acaba com todos e, no final, descobre que a criança que ela carregava está viva e sob os cuidados de sua assassina.