Guerra, bombardeio, a família Pevensie, composta por seis pessoas, está temporariamente separada: o pai, defendendo a pátria; a mãe, que permaneceu na cidade sob ataque; e quatro filhos: os dois mais velhos — Susan e Peter — e os dois mais novos — Edmund e Lucy, que são enviados para a casa de um amigo dos pais, fora da cidade, longe da guerra. Na antiga mansão do professor Kirk, as crianças são recebidas por uma governanta histérica e nada hospitaleira, que proíbe tudo o que se pode proibir às crianças: correr, fazer barulho, deslizar pelo corrimão da escada, tocar nas obras de arte que decoram toda a casa. Resumindo, não é uma casa, e sim um tédio mortal, mas um dia tudo muda radicalmente… A pequena Lucy, depois de convencer os outros a brincarem de esconde-esconde, encontra um quarto vazio, no qual não há nada além de um grande guarda-roupa; é lá que ela decide se esconder durante a brincadeira. Caminhando sem olhar para trás, entre fileiras de casacos de vison, a menina, para sua própria surpresa, não esbarra na parede, mas cai em uma belíssima floresta de inverno, repleta de árvores cobertas de neve. Lá, ela conhece seu novo amigo, um fauno encantado chamado Tumnus, que conta que o lugar mágico para onde a pequena chegou por acaso se chama Nárnia. A criatura engraçada convida a menina para tomar chá com sardinhas em sua casa. Na visita, Lucy descobre que esse lugar mágico está sob o feitiço de uma feiticeira malvada — a Rainha Branca — e que, por causa dela, o inverno em Nárnia já dura há cem anos, sem dar sinais de acabar. Depois de passar mais da metade do dia lá, ao voltar, a menina descobre que esteve ausente por não mais do que um minuto, já que a brincadeira de esconde-esconde nem sequer havia começado. Ninguém acreditou na história de Lúcia. Mas, certa vez, os quatro acabam indo parar em Nárnia, onde descobrem que existe uma profecia sobre crianças que devem derrubar a Bruxa Branca e trazer de volta a alegria e o verão ao reino encantado.