O protagonista do filme é um homem chamado Victor Navorski. Ele decidiu viajar de um dos países da Europa Oriental para Nova York a negócios; no entanto, antes que ele chegasse ao destino — e o voo, como se sabe, leva cerca de oito horas —, em seu país, Krakózia, ocorre um golpe de Estado e uma mudança no poder. Assim, todos os seus documentos agora estão inválidos. O passageiro se vê no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, praticamente sem documentos e, consequentemente, não tem mais o direito de entrar nos EUA. Assim, ele é obrigado a passar o tempo sentado nos bancos da saída número 67, esperando o fim da guerra em sua terra natal. As semanas se transformam em meses, e o protagonista de repente começa a perceber que esse pequeno mundo que o rodeia está repleto das mesmas coisas que o grande mundo ao seu redor, só que de forma mais concentrada e vívida. Lá estão o absurdo e a generosidade, as ambições de uns e o desejo de manter sua posição por parte de outros, diversões e intuição, até mesmo a providência e o amor que ele começa a sentir pela Srta. Amelia — uma comissária de bordo encantadora e acolhedora. E as pessoas no aeroporto passam a sentir compaixão e simpatia por Victor, tornando-se seus amigos, dispostos a ajudar no que puderem, com exceção de um. Seu nome é Frank Dixon. Esse funcionário público encara um ser humano como um erro burocrático, um problema sobre o qual não tem controle e, portanto, do qual é preciso se livrar a qualquer custo.