O filme do renomado diretor e ator Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”, é uma espécie de remake de um filme de guerra pouco popular e de baixo orçamento do diretor italiano Enzo G. Castellari. A ideia de criar o filme vinha amadurecendo na mente de Tarantino desde 1991, mas, devido à sua agenda extremamente lotada, o filme só foi lançado dez anos depois, em 20 de maio de 2009. A exibição do filme revelou-se muito lucrativa, superando em quase cinco vezes os custos, com um orçamento de 70 milhões de dólares. Segundo o enredo, a ação de “Os Bastardos Inglórios” se passa na França, que estava ocupada pelos fascistas. Aldo Raine (Brad Pitt), tenente do Exército americano, decidiu formar um pequeno pelotão para atuar na retaguarda inimiga. Esse pelotão tinha uma particularidade: era composto exclusivamente por judeus. Todos eles têm motivos bem específicos para odiar os nazistas e juraram exterminar os invasores fascistas até o último homem. Todos os membros desse esquadrão prometeram a Aldo Raine que lhe entregariam pessoalmente cem escalpos de nazistas derrotados. Depois de algum tempo, rumores sobre o esquadrão punitivo de judeus se espalharam por todo o território da França, e as testemunhas de seus excessos que sobreviveram, enlouquecidas de terror, contavam histórias tão terríveis que “congelavam o sangue nas veias”. Apesar de seus sentimentos patrióticos, suas ações provocavam nas pessoas um medo sagrado e um sentimento de repulsa, e os membros do esquadrão punitivo passaram a ser chamados de “bastardos”. No Exército dos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial, realmente existia um destacamento cujos membros praticavam, de fato, o escalpe do inimigo. O sargento John Falcher, da tribo Cherokee nos Estados Unidos, que servia na 36ª Divisão de Infantaria — que desembarcou em território italiano, em Salerno, no ano de 1943 —, reuniu um pequeno destacamento de 10 homens. Eles atacavam os fascistas e, após matá-los brutalmente, arrancavam seus escalpos. É bem possível que tenha sido justamente esse destacamento que serviu de protótipo para o destacamento de Aldo Raine. No filme “Bastardos Inglórios”, nessa mesma época, Hans Landa — um coronel da SS considerado um dos melhores “caçadores de judeus” — joga segundo suas próprias regras. Ele é um “caçador” e detetive experiente; não lhe importa absolutamente quem está rastreando. Ele segue o rastro como um “cão farejador”, encontra e elimina aqueles que está perseguindo. A jovem Susanna Dreyfus, que escapou de sua perseguição e se escondeu na capital da França, não esqueceu sua família falecida e, quando surgiu a oportunidade de dar continuidade ao trabalho dos “bastardos sem glória”, ela, sem hesitar, fez sua escolha.