Às vezes, a verdade parece tão cruel e irreal que ninguém quer acreditar nela. Mas, no filme “Gótica”, as pessoas terão que abrir os olhos e aceitar as palavras da protagonista como a única verdade comprovada. Miranda Grey adora seu trabalho. Ela e o marido trabalham há muito tempo em uma grande clínica psiquiátrica, onde ela ajuda os pacientes a se reencontrarem ou, pelo menos, a encontrarem paz interior. Certa vez, Miranda atende a jovem Chloe, acusada de assassinar o padrasto. A paciente conta que cometeu o crime devido ao assédio sexual constante do homem e não se arrepende nem um pouco disso. Além disso, ela tenta convencer Miranda de que, no hospital, também é submetida periodicamente a violência física, mas a médica não acredita nela. Naquela mesma noite, a médica volta para casa pela estrada de sempre e, de repente, atropela uma garota. Assustada, Miranda quer ajudar a vítima acidental, mas esta, de repente, é envolvida por uma chama pura e se dissipa no ar noturno. Na mesma segunda, Miranda se vê em um dos quartos da instituição onde está internada, mas agora como uma paciente com transtorno mental. Ela está vestindo uma camisa de força, mas não se lembra de nada sobre o que a trouxe até ali. No dia seguinte, Miranda descobre a verdade, mas ela lhe parece inverossímil demais. Ora, de jeito nenhum ela, uma esposa amorosa e fiel, poderia ter matado seu marido atencioso com um machado e tentado fugir da cena do crime. E agora a jovem precisa ou fugir da clínica para entender o que aconteceu, ou se entregar à misericórdia de seus ex-colegas e passar o resto da vida tomando remédios e observando os outros doentes mentais ao seu redor. O que a doutora escolherá, se ela tem certeza absoluta de que não matou ninguém?