Mas voltemos à quinta (e última) parte e descubramos o que o cachorro chamado Beethoven (batizado assim em homenagem ao grande compositor Ludwig van Beethoven) desta vez, e o que esperava seus donos, que, na verdade, nunca chegaram a se acostumar de vez com as travessuras de seu queridinho. E, a propósito, a parte final da franquia conquistou o público e a crítica, que destacaram que ela não fica em nada atrás dos dois primeiros filmes que deram início a essa série de comédias para toda a família. E foi isso que aconteceu. Sara decidiu, nas férias de verão, visitar seu querido tio Freddie Kablinski, que morava em uma pequena cidade mineira do interior. A garota levou Beethoven com ela e provavelmente nem imaginava que essa viagem seria repleta de aventuras. Ora, o que mais se poderia esperar de um cachorro que está sempre enfiando o nariz onde não devia, e, com certeza, justamente onde não seria recomendável se meter? As aventuras começaram no momento em que Beethoven, seguindo seu hábito canino de cavar e procurar tudo, encontrou uma certa chave para um tesouro misterioso, sobre o qual as lendas literalmente “circulam” na cidadezinha e seus arredores. Muitos acreditavam nos boatos de que dois lendários ladrões de bancos — cujos nomes não se mencionam à toa — haviam escondido o saque de tal forma que ninguém até então havia encontrado nada. E então, chegou Beethoven e, vejam só… A febre do ouro começou e tomou conta de todos os caçadores de tesouros com um verdadeiro delírio. O cão passou a ser muito procurado e praticamente todos os moradores da cidadezinha queriam se tornar seu melhor amigo. Por alguma razão, todos decidiram que Beethoven era capaz de “farejar” os tesouros e esperavam que aquele cão de alma bondosa os ajudasse não apenas a encontrá-los, mas também a levá-los embora. Todos, de grandes a pequenos, se juntaram à busca pelo lendário tesouro, incluindo o tio de Sara, Freddie Kablinski, a própria Sara e outras pessoas ávidas por ouro. Mas, como se viu, encontrar o local onde o tesouro está enterrado, e até mesmo encontrar o próprio tesouro, é apenas a ponta do iceberg: já que ele, esse tesouro, é guardado por fantasmas de verdade — ou, pelo menos, por aqueles que decidiram se passar por seres do além, para que ninguém além deles se apoderasse das riquezas...