Leonardo DiCaprio, ainda na juventude, leu uma obra que narrava a vida de Howard Hughes, considerado o milionário americano mais enigmático e extravagante. DiCaprio ficou encantado e, por muitos anos, sonhou em retratar essa figura nas telonas. Por isso mesmo, ele foi o principal inspirador do projeto, atuando não apenas como protagonista, mas também como produtor. O enredo do filme vencedor do Oscar “O Aviador” retrata a história de vida de uma personalidade muito fora do comum, filho do famoso inventor e rico industrial Howard Hughes. Ao receber uma herança vultosa, ele se mostrou um administrador muito talentoso e habilidoso dessa riqueza. Sendo uma pessoa bem instruída e de natureza criativa, Howard começou a se dedicar não apenas a desenvolvimentos técnicos na área da aviação, mas também a filmar filmes sobre as batalhas aéreas da Primeira Guerra Mundial. O jovem conseguiu, com grande esforço, financiar um projeto que, para a época, era muito caro, mas todos os custos foram mais do que compensados, o que lhe permitiu continuar suas pesquisas em seu trabalho preferido. Além de tudo isso, Howard investiu com sucesso suas economias na cidade mais divertida dos EUA — Las Vegas —, adquirindo vários cassinos de grande porte e bastante lucrativos. Mas sua principal paixão, quase obsessiva, era o céu e a aviação. Howard mergulhou de cabeça no projeto de aeronaves de nova geração, experimentando com ousadia e sem medo de fracassos em seus negócios. Após o início da guerra, recebeu a encomenda para desenvolver um novo avião de reconhecimento. Tratava-se de um pedido do Ministério Defesa dos EUA. O tempo passou, a guerra já começava a chegar ao fim, mas a encomenda nunca foi cumprida. O FBI, em conjunto com o Senado, iniciou uma investigação. Essa investigação provocou em Howard Hughes o início de uma doença mental. Aliás, na verdade, não se sabe ao certo se Howard realmente sofria dessa doença, mas Leonardo DiCaprio interpretou de forma brilhante o papel de um homem dominado pelo medo e por ideias obsessivas.