Bem, alguns anos depois, a produtora “Miramax Films” se interessou pelo romance e decidiu fazer um filme baseado nele, colocando Tommy O’Haver na direção e convidando nada menos que cinco roteiristas para a adaptação. O resultado desses esforços conjuntos foi a comédia melodramática familiar de fantasia “Ella Enchanted”, com a futura vencedora do Oscar, a atriz Anne Hathaway, no papel principal. Aliás, a escritora Gail Carson Levine, ao se referir à adaptação cinematográfica de seu romance, disse que “o filme é tão diferente do livro que é até difícil compará-los, ainda mais porque nele surgiram novos personagens, como Sir Edgar, que é tio do príncipe Char, e Histon; portanto, o filme deve ser considerado uma obra cinematográfica independente e autônoma, baseada no romance”. Os críticos receberam bem esse conto de fadas encantador e bem-humorado, no entanto, observaram que a atriz que interpretou Ella de Frell é, sem dúvida, encantadora, mas o enredo é tão simples que chega a confundir um pouco, deixando os críticos em dúvida quanto à avaliação do filme como um todo. Ao mesmo tempo, todos concordaram que a história de conto de fadas “Ella, a Encantada” é o melhor filme para a família, que merece a atenção tanto de adultos quanto de crianças. Então, no reino de Lamia, na cidade de Frell, Sir Peter e sua esposa Eleanor tiveram uma menina a quem os pais deram o nome de Ella. A pequena, ao nascer, recebeu de uma fada malvada chamada Lucinda um presente: o “dom da Obediência”. Mas isso não é exatamente um “dom”, e sim uma verdadeira “maldição”, já que Ella, agora, é obrigada a cumprir tudo o que lhe mandarem ou até mesmo pedirem para fazer, e ela não terá forças para recusar, mesmo que não queira fazer isso. No leito de morte, a mãe de Ella advertiu a filha para não contar a ninguém sobre esse dom; caso contrário, ela poderia começar a enfrentar problemas e até mesmo desgraças.