A trama deste filme histórico começa no século XII, na França, e se estende até o Oriente Médio. Nessa época, os primeiros cruzados vindos da Europa já haviam conquistado Jerusalém há muito tempo e fundado ali um novo reino. Aos poucos, surgiu uma nova nação, que combinava elementos da cultura colonial e se adaptava ao islamismo que os cercava. A segunda e a terceira gerações desses europeus se adaptaram à nova terra muito melhor do que seus antepassados. As Cruzadas não figuram entre as páginas mais gloriosas da história europeia, mas, naquela época, a riqueza, o poder e o domínio sobre a terra de Jesus atraíam muitos. Um dos que sucumbiram a essa tentação foi o nobre Godfrey (Liam Neeson), barão de Ibelin. Nós o conhecemos quando ele retorna da Terra Santa para a França em busca de seu filho ilegítimo, Balian (Orlando Bloom). Balian é um jovem ferreiro francês que mal consegue se sustentar e nunca esteve em Jerusalém. Ele acabara de perder a esposa e o filho e, em seguida, tomado pelo desespero e pela raiva, matou um padre. Balian não tem motivos para recusar essa proposta, por isso parte em viagem. Em Jerusalém, Balian espera pedir perdão a Deus por seus pecados e receber a herança de seu pai, da qual faz parte sua propriedade. Godfrey, ao contrário de muitos outros em sua guilda, era uma pessoa respeitada entre a população. Ele se empenhava ao máximo pela paz e pela reconciliação com o general muçulmano e rei Saladino (Gassan Masoud), enquanto os cavaleiros templários Guy (Martin Čokaš) e Reynard (Brendan Gleeson) incitavam a hostilidade, organizando massacres de muçulmanos inocentes. Para pôr fim a essa loucura, Saladino ameaçou os cruzados com o ataque à cidade sagrada de Jerusalém, na esperança de recuperá-la para o Islã.