Alguns ativistas compassivos do Greenpeace invadem um laboratório científico secreto dedicado à pesquisa com macacos e libertam os primatas que serviam de cobaias. Só que nem passou pela cabeça deles que os animais estavam infectados por um vírus de fúria descontrolada, que atinge o ser humano em questão de segundos e o transforma em um monstro aterrorizante… E, em apenas 28 dias, toda a Grã-Bretanha é tomada pela epidemia dessa raiva, o país entra em extinção e os poucos sobreviventes são obrigados a lutar não apenas contra os “zumbis”, mas também contra a escuridão, o medo e a si mesmos. O retorno marcante de Danny Boyle à sua terra natal britânica após o controverso e muito mal recebido nos Estados Unidos “A Praia”. E o relativo fracasso do filme anterior não afetou de forma alguma sua abordagem nas filmagens. Ainda há as mesmas explorações da psicologia humana e da “busca por si mesmo”, reflexões nada banais sobre moral e felicidade, sobre o bem e o mal. Talvez apenas os cenários tenham mudado (das exuberantes regiões tropicais para uma Londres deserta) e o orçamento tenha diminuído (de 50 para 8 milhões de dólares). Mas, em todo o resto, ele continua sendo o mesmo autor, tão querido por muitos, do filme cult “Na Agulha”.