Chris Cooper, que interpreta o protagonista, só aceitou o papel a pedido de sua esposa, e Nicolas Cage chegou a reduzir seu cachê pelo filme, assim como, aliás, assim como Meryl Streep, que se interessou pelo projeto ainda antes do início das filmagens. O filme se passa no estado da Flórida, onde o casal LaRoche decidiu criar uma espécie de viveiro de plantas. Mas seus planos otimistas foram interrompidos por um acidente, em consequência do qual a mãe do protagonista do filme vencedor do Oscar e seu tio morreram, e a esposa, depois de se recuperar do acidente de carro, pediu o divórcio. John Laroche, um grande conhecedor de orquídeas, foi contratado pelos seminolas (índios) para extrair substâncias narcóticas dessas flores deslumbrantes e delicadas. Essa atividade de John chamou a atenção das autoridades e, algum tempo depois, ele foi levado a julgamento. No julgamento, Laroche falou com tanto entusiasmo sobre as orquídeas — sua beleza cativante e delicada — que impressionou Susan Orleans, que trabalhava como jornalista em uma editora. Ela quis escrever um livro sobre ele e suas flores. Logo após se conhecerem, surge uma faísca entre Susan e Laroche, que os leva a um romance intenso, mas a mulher é casada e não tem a menor vontade de se separar do marido. Enquanto isso, o livro dela recebeu críticas positivas e até foi decidido adaptá-lo para o cinema. É aí que entra em cena Charlie Kaufman, que deveria escrever o roteiro do filme baseado nessa obra. No entanto, ele está passando por uma crise criativa que o impede não só de escrever um roteiro inteiro, mas até mesmo de conseguir escrever uma única linha. É então que seu irmão de sangue, com quem ele era parecido como duas gotas d’água, chega para visitá-lo. Enquanto Charlie, atormentado pela melancolia, tenta escrever pelo menos alguma coisa, Donald, seu irmão, que sonha em se tornar roteirista, escreveu um roteiro nada mal e o vendeu por uma boa quantia. Em seguida, vem uma sequência de acontecimentos que vai esclarecer tudo.