Embora Clive Barker estivesse em negociações para voltar a atuar como produtor executivo, devido a divergências criativas com o estúdio, ele foi afastado da produção do filme e até mesmo impedido de financiar o projeto. No fim das contas, o roteiro, baseado nos rascunhos de Clive Barker, teria sido reescrito por Paul Harris Bordman e Scott Derrickson, e este último assumiu a direção. Aliás, isso aconteceu depois que ele recebeu US$ 10.000 para dirigir uma cena desse filme. O trabalho de Scott agradou e ele foi contratado como diretor. O filme “Risen from Hell 5: O Inferno” recebeu críticas variadas, mas, em geral, os críticos concordaram que “este filme ficou surpreendentemente bom e, por seu surrealismo, absolutamente diferente de seus antecessores”. Ninguém se deu ao trabalho de calcular a receita desse filme, cuja produção custou (segundo estimativas) US$ 2.000.000, mas, a julgar pelas críticas, se tivesse sido lançado nos cinemas (como acreditam os especialistas), não só teria recuperado o orçamento com facilidade, como também teria gerado um lucro considerável. Então, vale a pena dizer algumas palavras sobre o que, afinal, trata o filme de terror “Ressuscitado do Inferno 5: O Submundo”. No centro das atenções está Joseph Thorn. Ele trabalha na polícia e leva uma vida não muito exemplar para um guardião da lei. Joseph não se recusa a aceitar subornos, às vezes “sabota” investigações, usa drogas nas horas vagas, bebe álcool e se envolve com mulheres de má reputação. Certa vez, na cena do crime, Joseph Thorne descobriu a infame caixa-quebra-cabeças e, interessado por essa estranha descoberta, não a incluiu no inquérito, mas a levou para casa, a fim de, em seu tempo livre, se divertir com um desafio intelectual, tentando desvendar seu segredo. É claro que ele conseguiu, mas, depois disso, Joseph começou a ter alucinações, ou seja, a ver criaturas muito estranhas, como mulheres desfiguradas e seres sem rosto...