Nesse contexto, a produtora “Warner Bros.” pretendia gastar menos de US$ 100 milhões na produção do filme “Arma Mortal 4”, mas o marketing e a distribuição exigiram um investimento adicional de mais alguns milhões de “bilhetes verdes”. Esse fato, como já mencionado acima, tornou o filme o mais caro de toda a série, mas a rentabilidade do projeto foi mantida graças à exibição em todo o mundo. Na opinião dos críticos de cinema, os criadores dessa franquia tomaram a decisão certa ao encerrá-la, já que, já na quarta parte, ficava claro que o tema, inicialmente empolgante, “policial bom e policial mau”, praticamente se esgotara e começara a causar uma sensação de decepção e insatisfação com os acontecimentos na tela. Além disso, como observaram os críticos, embora, no enredo dos três primeiros filmes, os protagonistas se envolvessem em situações absurdas e ridículas, isso era feito com uma certa dose de seriedade e importância exigida pelo enredo. Já o quarto filme, nesse aspecto, deixou a desejar e acabou ficando um tanto “bobo e cruel”, sendo compensado apenas pela excelente atuação dos atores e pelo humor. Vale ressaltar, porém, que a direção da produtora “Warner Bros.” supervisionou pessoalmente a redação do roteiro, no qual pretendia incluir uma única linha narrativa relacionada aos imigrantes chineses, e foi o roteirista Channing Gibson quem trabalhou nessa linha. Os demais roteiristas trabalharam em histórias relacionadas à tríade e a funcionários públicos corruptos, que, aliás, só foram incluídas no filme depois que “Arma Mortal 4” recebeu “luz verde”. Além disso, os criadores da franquia permitiram que, na parte final, o personagem Roger Murto, interpretado por Danny Glover, se mostrasse um pouco mais descoberto e exibisse (por duas vezes, aliás), seu corpo perfeitamente esculpido, embora nos três primeiros filmes isso lhe fosse proibido, pois consideravam que, com supostos 50 anos, Roger Murtaugh não poderia ter uma aparência tão boa.