O proprietário idoso da fábrica de cordas “Cordas de Shmunz” — que no passado era exemplar e gerava uma renda considerável — falece, deixando-a em herança para seus dois filhos, Lars e Ernie. Na infância, os meninos eram muito próximos, mas o tempo e as divergências de visão sobre a vida afastaram essas pessoas que antes eram tão unidas. No testamento, o pai pede que eles não vendam o negócio de sua vida, mas que aprendam a administrá-lo, com o objetivo de fazer com que os filhos voltem a ser amigos. Ao mesmo tempo, o falecido concede aos filhos o direito de usar seus pertences pessoais: um ovo de porcelana, uma caixa de charutos cubanos não fumados, uma coleção de colheres e, assim por diante, pequenas coisas — incluindo uma casa antiga… O mais estranho é que, até então, ninguém sabia da existência da misteriosa mansão, que o dono da fábrica recebeu em compensação por uma dívida não paga. Só se sabia da situação incompreensível envolvendo o antigo proprietário, que, por motivo desconhecido, foi encontrado trancado em um baú no sótão. Os homens não levam a sério o prédio semi-derruído que, segundo o advogado do pai, vale no máximo 50 mil, mas tempos difíceis se aproximam para cada um dos irmãos. Ernie — um chef de cozinha bem-sucedido e dono de um restaurante da moda — leva o prefeito local a morrer de infarto ao servir-lhe uma barata no prato. Já a esposa de Lars, April, expulsa o marido de casa, considerando-o um completo insignificante e um fracassado. Sem ter mais onde morar, aos Shmunz não resta outra opção a não ser dividir ao meio um quarto em uma mansão antiga e, para sua grande surpresa, descobrem que a casa, na verdade, foi a última obra de um arquiteto famoso e muito caro. Um dos colecionadores está disposto a pagar mais de 10 milhões de dólares por ela, mas nos planos mercantis dos irmãos se intromete o verdadeiro dono da casa — um ratinho muito ágil, que defenderá seu lar até a vitória final...