Dizem que os produtores ficaram, literalmente, “de queixo caído” quando viram, nas costas do diretor teimoso, o próprio Sean Connery, que havia aceitado interpretar um dos papéis principais no filme “A Rocha”. O conflito foi resolvido e o diretor recebeu permissão para filmar exatamente como queria, sem que ninguém tivesse o direito de interferir no processo de produção. O filme foi rodado na prisão mais famosa, “Alcatraz”, e, durante as filmagens, “de acordo com documentos oficiais da ilha de Alcatraz referentes a dezembro de 1995”, ocorreu um incidente desagradável: os atores que interpretavam os reféns acabaram se tornando reféns de verdade, pois as portas das celas não se abriram devido a uma falha nas famosas “portas deslizantes”. Eles só foram resgatados algumas horas depois, quando uma equipe de resgate chegou do continente. Aliás, após esse incidente, os turistas que desejam visitar a famosa ilha-prisão não são mais trancados nas celas, por mais que queiram. A ação do filme “The Rock” se passa na ilha de Alcatraz e em seus arredores. A prisão acabou sendo tomada por Francis Hammel, um veterano das guerras do Vietnã e do Iraque. Ele era general de brigada do Corpo de Fuzileiros Navais do Exército dos EUA e estava extremamente indignado com o fato de as famílias dos mortos de seu corpo não receberem nenhum pagamento do governo, que enviou os soldados para a guerra. As exigências de Francis são muito simples. Ele tomou reféns (81 pessoas, praticamente o mesmo número de seus subordinados mortos — 83 pessoas) para que a justiça prevaleça. Um ataque com mísseis será lançado contra São Francisco se o diretor do FBI não transferir cem milhões de dólares. Francis Hammel quer distribuir oitenta e três milhões às famílias dos militares mortos e dividir o valor restante entre aqueles que participaram da ação com ele. É aí que entram em cena Stanley Goodspeed (N. Cage) e John Patrick Mason (S. Connery)...