Em princípio, o enredo do segundo filme praticamente não difere do enredo do primeiro. Só que, naquele, terroristas liderados por um louco sequestraram um navio, já que aqui os terroristas, liderados por um louco igualmente ambicioso, decidiram sequestrar um trem para, sem obstáculos, colocar em suas mãos um satélite militar, a fim de usá-lo posteriormente para seus objetivos sangrentos. O primeiro filme, “Under Siege”, teve uma popularidade estrondosa e um enorme sucesso. Naquela época, esse tipo de gênero estava em alta. O herói solitário que salva o mundo. Quanto aos vilões, assim como na primeira parte de “O Assédio”, são dois. Travis Dane — um hacker maluco e desenvolvedor do satélite militar chamado “Grazer” — junto com o ex-militar Marcus Penn, que agora se tornou chefe de mercenários. Os terroristas escolheram como alvo um trem que partia de Denver com destino à Cidade dos Anjos. Esse trem percorria, em sua maior parte, uma região montanhosa e acidentada e, por isso, a comunicação via satélite era praticamente inexistente ao longo de seu trajeto. Por coincidência, foi justamente nesse trem que nosso herói, Casey Raibeck, viajava junto com sua sobrinha adulta, chamada Sarah. Pouco tempo depois da partida do trem, os terroristas entraram em ação e começaram a fazer reféns, levando-os para a parte traseira do trem. Sara também estava entre os reféns. Os sequestradores decidiram usar o vagão que ficou vago para seus próprios fins. Em primeiro lugar, eles assumiram o controle do sistema de comando dos satélites. E a partir daí, tudo seguiu o roteiro já conhecido. Casey, que conseguiu passar despercebido e não ser capturado, começa a eliminar os vilões um por um e, usando materiais improvisados, constrói um dispositivo com o qual consegue entrar em contato com o almirante Bets. Na libertação do trem dos terroristas, Casey conta com a ajuda, na medida do possível, de Bobby Zacks, que trabalha como carregador.