A que são capazes as fantasias mais loucas dos cientistas? O que se passa em suas mentes doentias? Até onde eles estão dispostos a ir por causa da curiosidade infundada e do desejo de descobrir algo novo, desconhecido e perigoso? Todos os gênios da ciência são, em grande parte, pesquisadores fanáticos e loucos, dispostos a tudo, desde que consigam transformar suas ideias em realidade. O cientista Victor Frankenstein revelou-se um fanático igualmente incontrolável. Em sua imaginação doentia, amadureceu a ideia de criar um ser humano. A princípio, ele concretizava suas fantasias nos livros, mas depois decidiu testá-las na vida real. Será que ele poderia imaginar a que consequências levaria sua sede pelo desconhecido? Será que ele poderia saber que estava condenando não apenas a si mesmo, mas também seus entes queridos e até mesmo aquele que criou, ao sofrimento? No entanto, ele criou aquele que não deveria ter criado. Mais tarde, ele se arrependerá várias vezes de seu ato, mas já será tarde demais. O gênio da ciência perderá todos aqueles que lhe eram queridos, todos aqueles que amava loucamente. Ele passará a odiar aquilo que criou. Victor estará disposto a tudo, desde que consiga matar aquele monstro e livrar a sociedade de sua existência. Mas será que aquele que foi criado é realmente culpado? Será que para ele também não foi fácil? Será que também lhe causaram dor? E será que ele também desejava amor das pessoas e daquele que o criou? Quantas perguntas e quantas respostas o espectador terá de encontrar no filme “Frankenstein”. Um filme com um significado profundo e com uma história tão parecida com os dois lados de uma mesma moeda. Afinal, sempre há vários pontos de vista sobre a mesma história.