“Jurassic Park” já é um clássico do cinema de Hollywood, que resistiu ao teste do tempo e se tornou o filme favorito de muitos espectadores. Por ser uma adaptação cinematográfica de um livro famoso, o filme tem como base uma história realista, embora um tanto fantástica, e aborda as possibilidades da clonagem de organismos vivos, tema que ocupou a mente de muitas pessoas após o nascimento da famosa ovelha Dolly. Assim, um homem rico criou, em sua ilha remota, um laboratório no qual o DNA de dinossauros, extraído de insetos pré-históricos preservados em âmbar, foi utilizado para criar dinossauros de verdade. Convidando cientistas para visitá-lo, o proprietário do parque resultante, onde vivem animais do período jurássico, mostrou-lhes com orgulho os resultados de muitos anos de trabalho. Para proteger as pessoas dos dinossauros, inclusive dos predadores, foram criadas todas as condições necessárias: cercas altas com corrente elétrica e veículos para o transporte de turistas. Além disso, para controlar a população, todos os dinossauros são do mesmo sexo e não podem se reproduzir por conta própria. Apenas duas coisas não foram levadas em conta: a desonestidade dos funcionários e a capacidade da natureza de encontrar uma saída mesmo em situações sem saída. Não faz sentido analisar o enredo conhecido por todos, que tem origem no best-seller, nem o excelente roteiro, a direção e a atuação, que mantêm o interesse pelo filme durante toda a exibição; por isso, vamos nos concentrar em outro aspecto do filme: o quanto ele é atual e bom nos dias de hoje, quando já completou vinte anos e foi lançado nos cinemas no formato 3D. Vamos dizer logo que o filme não envelheceu com o tempo e continua sendo assistido com o mesmo interesse. Apesar de a relação da humanidade com a clonagem e as noções sobre suas possibilidades ilimitadas terem mudado bastante, a ideia do filme e a forma como ela é concretizada ainda são atuais. As questões éticas decorrentes da clonagem de seres vivos dão lugar, aqui, a um perigo real à vida, mas a questão de se o homem deve ou não brincar de Deus e buscar a criação artificial da vida ainda não foi resolvida e dificilmente será encerrada algum dia. No entanto, o trailer de “Jurassic Park” não se detém nessas sutilezas e destaca o aspecto de entretenimento do filme. Vamos falar um pouco sobre ele. Os efeitos especiais continuam excelentes. Spielberg e sua equipe seguiram o caminho certo, apostando em efeitos especiais práticos, em particular, em bonecos animatrônicos. Talvez, se o filme tivesse sido criado mais tarde, quando a computação gráfica já estivesse amplamente desenvolvida, a escolha dos criadores teria sido diferente, e isso não teria sido benéfico para o filme. Graças ao realismo dos bonecos e à montagem bem feita, os dinossauros parecem muito mais reais do que nos filmes atuais, e a ilusão de imersão na ação é garantida para os espectadores. Jurassic Park é um filme maravilhoso, que conquistou o grande público e continua popular. E embora, na nova versão, alguns momentos tenham sido adaptados aos tempos atuais, trata-se do mesmo filme que, há já vinte anos, é assistido e revisto com prazer em todo o mundo.