O filme foi indicado ao Festival de Cannes — “Palma de Ouro”, mas não recebeu esse prêmio; em contrapartida, um ano depois, ganhou o prêmio “Edgar”, concedido pela Associação dos Escritores de Ficção Policial dos Estados Unidos. O papel de Douglas foi recebido de forma controversa. As pessoas sentiam pena dele, mas não aprovavam nem justificavam as ações do personagem. A atuação do ator foi classificada como brilhante e considerada a melhor daquela época. Kirk Douglas, pai do ator e vencedor do Oscar, admirava especialmente seu trabalho. E foi ele mesmo quem defendeu veementemente o filme contra os críticos de cinema, que afirmavam que a obra endossava crimes e infrações. No centro dos acontecimentos do filme está Foster, que comete, um após o outro, crimes em Los Angeles, com o objetivo de finalmente chegar à residência de sua ex-esposa, a tempo do aniversário de Adele, sua filha. Ele segue para lá apesar da proibição do juiz e, se Foster decidiu violar a lei para se encontrar com filha, então quaisquer transeuntes desconhecidos que, de uma forma ou de outra, acabassem se colocando em seu caminho e impedissem o encontro, não seriam um obstáculo para ele. Qualquer um que, por acaso ou intencionalmente, decidisse “atrasar” Foster, pagará por isso. O homem, sem hesitar, recorrerá à violência e, de qualquer forma, seguirá seu caminho rumo ao objetivo traçado. Foster não se importa com o fato de que a ex-esposa não queira encontrá-lo e tente com todas as forças proteger a filha do pai, já que ela, já enfrentou a agressividade do marido, tem um medo terrível dele e não quer traumatizar Adele. Quanto mais o homem se aproxima de casa, mais irritado fica, e só podemos imaginar em que estado Foster encontrará a filha, a quem ele quer dar os parabéns pelo aniversário.