“O que começou no Inferno terminará na Terra” Colocaram na cadeira de diretor não mais um novato, mas quase um mestre na criação de filmes de terror: o diretor Anthony Hickox, que, naquela época, já tinha três filmes de terror em seu currículo: “O Museu de Cera” (1988), “Crepúsculo: Vampiros no Exílio” (1989) e “O Museu de Cera 2” (1991). A cada novo filme dessa franquia, o orçamento aumentava e, dessa vez, foram gastos US$ 5 milhões. Aliás, inicialmente, o diretor era justamente Tony Randell, mas os produtores decidiram afastá-lo, pois ficaram preocupados com sua visão excessivamente sombria do enredo do filme, que, na opinião deles, poderia estragá-lo completamente. Dos filmes anteriores, apenas dois atores retornaram à sequência: Doug Bradley — o Senobita Pinhad/capitão Elliot Spencer — e Ashley Lawrence — Kirsty Cotton, que apareceu em um episódio. O cinegrafista Ken Carpenter também recebeu um papel no filme, tendo a oportunidade de interpretar o “prático e trabalhador” Senobit Camerahad, na encarnação viva de Daniel “Doc” Fisher. Já Peter Atkins, além de ter participado da redação do roteiro, interpretou o Senobit Barbie, na encarnação do barman Rick. Os produtores Lawrence Mortorff e Lawrence Kapping fizeram participações especiais no filme, enquanto os papéis secundários foram interpretados por inúmeros amigos, amigos de amigos, atores locais não muito conhecidos e figurantes que apareceram em diversos filmes de terror, inclusive em “A Casa das Figuras de Cera”. Durante as filmagens, quase eclodiu um escândalo relacionado à cena da “missa negra”. Ela gerou acaloradas discussões na socialmente conservadora Carolina do Norte, e E. Hicks foi proibido de filmar em uma igreja de verdade; por isso, utilizou-se uma pintura como pano de fundo para o altar. Mas, então, os membros da equipe de filmagem e os atores ficaram indignados, considerando isso um sacrilégio. No entanto, o diretor afirmou que isso não difere em nada dos inúmeros filmes de terror, especialmente se lembrarmos do Conde Drácula causando estragos em uma igreja.