Então, do que se trata esse filme, no qual uma garotinha de cabelos cacheados chamada Sue desempenhou um papel decisivo para seu pai “adotivo” desorientado, mas simpático e bondoso? O nome dele é Bill Danser. Ele e sua companheira de nove anos são “profissionais” da rua. Eles aplicam golpes e fazem pequenos esquemas, mas não com o objetivo de enriquecer ou lucrar, e sim para ter um pedaço de pão e uma refeição quente na mesa (se houver). Certa vez, Bill decidiu encenar um pequeno acidente de trânsito inofensivo, no qual ele deveria ser a vítima. Ele conseguiu. Ele “enganou” uma jovem e bem-sucedida mulher para conseguir um jantar bastante farto. No entanto, aconteceu que, algum tempo depois e praticamente no mesmo local, Bill e Sue foram novamente atropelados por essa mulher, mas, dessa vez, não foi uma encenação. Grey Allison — esse é o nome da mulher — insistiu para que os feridos fossem até a casa dela, onde pudessem se recompor e recuperar a consciência. Ela fez esse gesto de bondade movida por um sentimento de culpa e, após uma conversa franca, permitiu que eles ficassem em sua casa pelo tempo que quisessem. Em determinado momento, Bill contou a Gray sobre si mesmo e sobre a menina. Contou o que os unia e como acabaram nas ruas e se tornaram sem-teto. Sue poderia ter ido para um orfanato, mas Bill, que se apegou sinceramente à menina, não conseguia deixá-la entre pessoas desconhecidas; por isso, já faz um bom tempo que eles estão viajando. Comovida, Grey propôs a Bill que deixasse Sue com ela, já que a menina, para a idade que tem, não sabe nem ler nem escrever. O homem hesitou por um bom tempo e até ficou irritado, mas, no fim das contas, depois de pesar todos os prós e contras, tomou a única decisão certa...