Naquela época, em 1988, para o já bastante idoso autor deste filme, o ator e roteirista Robert Town (que na época tinha 54 anos), essa foi uma estreia quase que bem-sucedida (seu segundo longa-metragem, depois do drama esportivo “Recorde Pessoal”, de 1982) na carreira de diretor. O filme recebeu uma indicação ao Oscar na categoria “Melhor Fotografia”, obteve boa bilheteria e recebeu críticas mistas dos críticos de cinema, que observaram que um elenco tão estrelado sob a direção de um cineasta iniciante eram fatores insuperáveis que influenciaram, de maneira geral, a qualidade do filme. Além disso, os críticos ficaram confusos com a trama de múltiplas reviravoltas, que lhes lembrou uma teia cuidadosamente tecida e caótica, o que fez com que, na maior parte do tempo, não ficasse claro o que estava acontecendo e por quê. Além disso, os críticos suspeitaram que o autor tivesse se confundido com a cronologia dos eventos que se desenrolavam na tela, já que algumas personagens, por algum motivo, pareciam estar a par de coisas que, por definição, não deveriam saber, enquanto outras, ao contrário, sabiam, mas se comportam como se estivessem ouvindo tudo pela primeira vez. No entanto, de modo geral, o filme foi recebido com simpatia, sendo descrito como um “coquetel” bem equilibrado, que acalma “cabeças quentes” e leva a refletir sobre o sentido da vida. Então, a época e o local em que se passa o filme “Pьяный рассвет” são os anos 80 e 90 do século passado, nos Estados Unidos. No centro das atenções está o ex-traficante de drogas Dale McCussick (M. Gibson), embora, como mostra a prática, nesse ramo não existam “ex-traficantes”. Mas ele tenta abandonar a vida do crime, e nisso pode contar com a ajuda de seu amigo de infância, Nick Frisha (K. Russell), que, ao contrário do companheiro, escolheu não apenas o caminho de um cidadão cumpridor da lei, mas também o de um homem que defende a lei. Ele é um policial que trabalha em uma divisão diretamente ligada às drogas; por dever de serviço, Nick é obrigado a prender Dale, mas, por causa da antiga amizade, acreditou na palavra do amigo de que ele havia “abandonado a vida do crime” e lhe concedeu a liberdade. Mas sair do mundo do crime não é fácil, especialmente quando agentes do FBI querem usá-lo para seus próprios fins.