“Hora de Jogar”. Como se sabe, o primeiro filme da franquia, hoje já famosa, custou US$ 1 milhão, e a arrecadação foi superior a US$ 14 milhões. Animados pelo sucesso e com bastante dinheiro em caixa, os produtores consideraram viável investir US$ 3 milhões nas sequências. Mas, como costuma acontecer, a sequência nem sempre é mais bem-sucedida do que o primeiro filme, e a arrecadação nas bilheterias ficou um pouco acima de US$ 12 milhões. O ator britânico Kenneth Cranham, que interpretou o excêntrico Dr. Philip Chennard, que se tornou um senobita, disse, em uma entrevista, que só aceitou participar do filme por causa dos pedidos insistentes do neto, que era um grande fã do primeiro filme. O ator Oliver Smith, que interpretou Frank no primeiro filme, reapareceu nesse papel também no segundo filme, mas não mais como um ser humano vivo, e sim como uma figura sem pele escrevendo na parede com sangue “Estou no inferno, me ajude”, que Kirsty vê no hospital. “Ressurgido do Inferno 2: Condenado ao Inferno” recebeu a classificação “X” da Associação Americana de Cinema, e Barker explicou isso dizendo que preferiu usar no filme manifestações explícitas do grotesco, em vez de apenas insinuações. Já os críticos se divertiram à beça ao condenar a violência excessiva e o enredo desconexo. Além disso, os adereços e cenários precários foram alvo de críticas, mas, ao mesmo tempo, o filme foi elogiado pelos efeitos visuais impactantes e pelo design agradável aos olhos, considerando que se trata de uma produção de baixo orçamento. Já a trama do filme gira em torno de Kirsty Cotton, que sobreviveu (mas com a psique bastante abalada) aos acontecimentos do primeiro filme. Ela está em reabilitação em uma clínica psiquiátrica e não desiste de tentar alertar as pessoas ao seu redor sobre o enorme perigo vindo do submundo. No entanto, ninguém leva a moça a sério, exceto Philippe Chennard, que há muito tempo já estava à procura da misteriosa caixa-quebra-cabeças...