Essa foi uma iniciativa do próprio comandante, já que a cidade precisa urgentemente aumentar o número de policiais em patrulha para prevenir crimes. Éric Lassard considerou que a polícia estava sobrecarregada de trabalho e com falta de pessoal, e foi exatamente por isso que lhe ocorreu essa ideia maravilhosa — reunir voluntários da “cidadania” com policiais de carreira altamente profissionais para o desempenho do serviço. Nossos velhos amigos não ficaram exatamente muito entusiasmados com a inovação de seu comandante, mas estão sempre prontos para cumprir suas ordens. Por isso, assumiram essa importante e honrosa responsabilidade — ensinar à população civil todos os segredos do trabalho policial. Já os cidadãos “pacíficos”, durante o treinamento, demonstraram uma perspicácia inesperada, destreza e certa crueldade em relação aos criminosos — e não apenas a eles. O capitão Tadeus Harris considera a ideia de Érico Lassardo tola e inútil, e acredita que esse conceito não levará a nada de bom. E tudo porque o capitão Harris há muito tempo sonha em ocupar a cadeira do comandante Lassardo, mas simplesmente não o demitem, não o demitem. Então, ele achou que o fracasso do programa seria o começo do fim para Lassardo e que o cargo tão almejado finalmente ficaria à sua disposição. É claro que Carey Mahoney e seus companheiros — e a cada novo filme eles ficam cada vez mais numerosos — mais uma vez assumem toda a responsabilidade e provam a todos que o programa de mobilização da população civil nas ruas da cidade funciona e dá seus frutos. A criminalidade diminuiu drasticamente, ainda mais porque o ex-bandido e chefe de uma quadrilha criminosa se encarregou pessoalmente de colocar os vândalos que conhecia no caminho certo. E, de quebra, como sempre, nossos corajosos heróis — tanto policiais quanto civis — conseguem neutralizar mais uma quadrilha de criminosos. E isso significava que o comandante Éric Lassard ainda não havia enlouquecido de vez e que suas ideias, como sempre, eram excelentes...