Só que, desta vez, doze anos depois, T. Hooper convidou o ator L. M. Keith Carson para ser coautor do roteiro, além de atuar como produtor associado no filme de terror “O Massacre da Serra Elétrica 2”. Este filme também é conhecido como “A Motosserra Mecânica do Texas 2”. Esse grande intervalo de tempo entre o primeiro e o segundo filme se deveu à falta de recursos financeiros e a algumas divergências entre as produtoras e Tobe Hooper. Os produtores queriam um filme de terror completo, enquanto Tobe Hooper desejava criar uma “comédia de humor negro”. Já o ator Gunnar Hansen, que interpretou o assassino principal, “Rosto de Couro”, recusou-se a participar do filme devido, segundo ele, a um cachê muito baixo. Os críticos de cinema, assim como os espectadores que aguardavam ansiosamente a continuação, ficaram um pouco decepcionados, já que nem tudo no filme correspondeu às suas expectativas. Além disso, o filme foi lançado diretamente em vídeo e não possuía classificação etária. Isso fez com que “O Massacre da Serra Elétrica 2” fosse proibido na Alemanha e em Cingapura, e na Austrália foi totalmente proibido por vinte anos, embora ninguém tivesse impedido a circulação de “DVDs” contrabandeados e os australianos tenham conseguido assistir ao filme até 2006, ano em que sua exibição foi finalmente autorizada na Austrália. Então, estamos no ano de 1986. Já se passaram alguns anos desde o terrível massacre no Texas, na década de 70, e o alvoroço em torno desse evento já havia se acalmado um pouco. Dois jovens do ensino médio, Rick e Buzz, corriam por um trecho deserto da rodovia do Texas, em Dallas, na esperança de chegar a tempo para uma partida de futebol americano que seria disputada ali. Os jovens estavam animados e de bom humor, ansiosos pelo espetáculo e, principalmente, porque estavam um pouco embriagados. As bebidas alcoólicas deram coragem aos jovens para ligarem para a rádio, com o objetivo de tirar um pouco de sarro da apresentadora, Vanita “Stretch” Brock. Vanita tentou convencer os jovens a deixá-la em paz e desligarem o telefone, mas os rapazes estavam empolgados, então a apresentadora teve que manter a linha aberta. O que aconteceu com os rapazes foi ouvido por todos que estavam sintonizados no rádio. A polícia iniciou uma investigação sobre o terrível crime. A isso se juntou também o tio das vítimas anteriores do “Rosto de Couro”...