“Uma saga épica sobre paixão, traição e heroísmo”. Inicialmente, David Lean começou a trabalhar na produção do filme junto com Robert Bolt. Eles começaram a trabalhar juntos no roteiro já em outubro de 1977, em Bora-Bora. Na verdade, a ideia era filmar dois filmes, mas surgiram problemas financeiros, pois, segundo os cálculos, seria necessário levantar 40 milhões de dólares no total para os dois filmes, mas o problema era que o produtor Bernard Williams havia planejado esse montante apenas para um filme, e não para dois, e isso selou o destino do segundo filme. No fim das contas, foram investidos apenas US$ 25 milhões na produção do filme “Bounty”, e acabou que ele nem mesmo recuperou esse valor, mas recebeu uma enxurrada de críticas positivas. Muitos gostaram do filme não apenas por seu realismo e precisão histórica, mas também por seu espetáculo. Ele foi considerado um projeto notável, enérgico e inteligente, um exemplo claro do triunfo da criatividade cinematográfica. Mas houve também um “ponto negativo”: alguns não gostaram da atuação considerada “suave” demais de Mel Gibson, especialmente em comparação com as adaptações anteriores do romance, nas quais atuaram Marlon Brando em “A Revolta do Bounty” (1962) e Clark Gable em “A Revolta do Bounty” (1935). Portanto, a ação se passa no ano de 1789, quando ocorreu um motim a bordo de um navio britânico de três mastros. Os rebeldes, liderados pelo imediato Fletcher Christian (M. Gibson), deposto o capitão do navio, William Bligh (E. Hopkins), e alguns membros da tripulação que permaneceram leais a ele em um bote, decidindo seguir para o Taiti. Mas os planos dessa parte da tripulação mudaram quando o governo inglês informou aos rebeldes sobre a punição inevitável pelo crime cometido. Um ano depois, os rebeldes chegaram a uma ilha então desconhecida na Inglaterra chamada Pitcairn, enquanto isso, na Inglaterra, um tribunal absolveu o capitão Bligh (que havia sido julgado por ter perdido o navio), que, por um milagre, havia sobrevivido.