O filme foi inspirado na obra de Avery Corman e retratou de forma muito vívida a revolução cultural que ocorreu na sociedade na década de 1970 (naquela época, o feminismo ganhou força pela segunda vez nos EUA), quando conceitos como “pai” e “mãe” trocaram de lugar. O filme teve um valor especial justamente por retratar dois pontos de vista diferentes sobre a educação dos filhos e abordar as principais questões familiares. Aliás, insatisfeita com o roteiro, Meryl Streep escreveu pessoalmente seu discurso comovente e sincero no tribunal. Assim, Joanna Kramer, após se casar com Ted Kramer, deu à luz um filho e agora ela, formada pela prestigiada Smith College, é obrigada a deixar o emprego e ficar em casa cuidando do filho. Ela sente o quanto está cansada disso, sabe que merece mais do que ser uma simples dona de casa, ainda mais porque o marido deixou completamente de prestar atenção nela. Ela decidiu dar um passo desesperado: abandonou o marido e o filho para começar uma nova vida e encontrar a si mesma nessa nova realidade. Ted, que naquela época estava se dedicando intensamente à carreira na área de publicidade, finalmente recebeu uma boa proposta com ampliação de suas atribuições; por isso, a atitude de Joana foi, para ele, inesperada e traidora. Sem entender sinceramente o que estava acontecendo, nem por que ela agiu assim, ele correu em busca de respostas com a amiga de sua esposa, Margaret Phelps. Esta, sem hesitar, explicou ao marido abandonado os motivos por trás da atitude de Joana. Não há o que fazer: agora Ted terá que não apenas trabalhar, mas também criar o filho — sozinho. A criança toma muito tempo, e o pai, aos poucos, começa a conhecer melhor o filho, para quem antes não tinha tempo algum. Ted vai se aprofundando cada vez mais no mundo do menino; ele começa a gostar de estar com ele, de alimentá-lo, colocá-lo para dormir e contar histórias. Sobra cada vez menos tempo para o trabalho e, por fim, ele pede demissão. No entanto, a vida dos dois solteiros — o menino de sete anos e seu pai — pode ser considerada feliz, até que, um ano e meio depois, Joana, que os havia abandonado, reapareceu e exigiu a guarda permanente do filho.