O protagonista desta história é Bill Lee, um homem sem amarras, que vagueia sem rumo pelos bares mal iluminados para imigrantes na Cidade do México do pós-guerra. Estamos no final da década de 1940, e a cidade se torna um refúgio para almas perdidas, vagabundos e sonhadores que buscam salvação dos escombros de suas vidas passadas. Lee se encaixa perfeitamente nesse cenário; ele carrega suas tragédias como um fardo do qual não consegue se livrar. Perseguido pelo fantasma de seus próprios fracassos e perdas, ele tenta abafar a dor implacável com bebida e heroína.
Encontramos Lee pela primeira vez em um desses bares enfumaçados, onde o ar está impregnado de jazz e conversas abafadas de outros imigrantes. Mas Lee vive à margem, mais observando do que participando. Seus dias e noites se fundem em uma rotina monótona de distrações passageiras. Mas seu ciclo previsível e autodestrutivo é interrompido por um encontro casual que define o rumo de sua vida a partir de então. Entre a névoa da fumaça de cigarro e o tilintar de copos, Li avista Eugene, um jovem cuja beleza é ao mesmo tempo impressionante e enigmática. Eugene está envolto por uma aura de distanciamento descontraído; cada um de seus gestos é calculado, mas, aparentemente, indiferente a Li.
Atormentado por seu vício e desesperadamente necessitado de conexão humana, Li fica obcecado por Eugene. Ele vê no jovem um lampejo de esperança, vitalidade e um reflexo de seu próprio desejo de redenção. Eugene, no entanto, permanece friamente distante, contrastando fortemente com a necessidade desesperada de Lee. À medida que a obsessão de Lee se intensifica, ele convence Eugene a embarcar em uma aventura alucinante na Amazônia em busca de uma droga lendária que desperta habilidades extrasensoriais.