No centro da trama desta comédia dramática está o tema do Holocausto — um dos mais explorados no cinema. Através do prisma da dor histórica, revela-se a amargura da vida contemporânea de alguns jovens que decidiram cumprir o último desejo de sua avó e viajaram para a Polônia. David Kaplan, um jovem dos EUA — um bem-sucedido agente de publicidade casado — parte em uma viagem pela Polônia com seu primo Benji, uma alma sensível com quem ele já foi bastante próximo. Embora sejam parentes próximos, os dois rapazes são completamente diferentes um do outro, tanto no estilo de vida quanto nos conflitos morais. Sua avó judia passou pelos horrores do Holocausto, sobreviveu aos campos de concentração e, em seu testamento, desejou que os netos entrassem em contato com as raízes da família, e por isso pagou pela excursão.
Os primos encaram a viagem com atitudes diferentes: David se preocupa com tudo e leva muito a sério o estudo da história do povo judeu, enquanto Benji, ao contrário, fica extremamente irritado com as palestras sérias e desprovidas de qualquer emoção sobre o sofrimento alheio. Ele próprio sabe muito sobre sofrimento – há seis meses, Benji, que mora no porão da casa dos pais, tentou se suicidar. No início, eles estão sob a supervisão do simpático guia britânico James, que não pertence ao povo judeu e vive citando fatos de utilidade variável. Em seguida, eles se juntam a um pequeno grupo, que inclui Marcia, uma mulher divorciada e melancólica, e Elogi, um tutsi que sobreviveu ao genocídio em Ruanda e se converteu ao judaísmo.
Enquanto o grupo visita cemitérios e memoriais, a caminho do campo de extermínio de Majdanek, David e Benji se divertem, fofocam, relembram o passado, fumam maconha nos telhados de Varsóvia e tentam entender como suas relações mudaram ao longo desses anos. As aventuras tomam um rumo inesperado quando a antiga tensão entre a dupla peculiar vem à tona, tendo como pano de fundo a história de suas famílias. Durante a viagem pelos locais históricos, o guia avisa que cada um lida com o choque e reage aos fatos terríveis à sua maneira: ao ver Benji chorando após a visita ao campo de concentração, fica claro como as pessoas, que por muito tempo esconderam sua dor pessoal em algum lugar no fundo do coração, acabam se desmoronando ao se depararem com o sofrimento alheio de todo um povo.