Assim, a ação do filme tem início nas paredes de uma das escolas de elite mais prestigiadas do Brasil, há quatorze anos. Para cá vêm apenas filhos de famílias ricas e influentes. Supõe-se que, nessa instituição de ensino, os alunos recebam condições especiais e estritamente individuais para que, em um ambiente tranquilo e livre, possam se desenvolver e aprimorar seus talentos e habilidades excepcionais. É exatamente por isso que os pais não veem motivos especiais para se preocuparem com seus filhos, que enviaram para essa escola de elite. Segurança 24 horas por dia, controle minucioso, alimentação excelente — o que mais seria necessário para o desenvolvimento de uma criança em condições especiais? Mas, como se viu, mesmo aqui pode ocorrer um contratempo e tudo mudar em um instante. E esse contratempo aconteceu durante durante uma viagem de familiarização (ou seja, uma excursão) à Patagônia, em 2003. Cinco alunos, liderados por um professor, participaram da excursão. Quando o professor percebeu que faltava um aluno, naturalmente começou a procurá-lo, mas as buscas não deram em nada. A mãe da criança, que havia desaparecido sem deixar rastros, pediu ajuda à polícia. Percebendo que as buscas poderiam se prolongar, ela entrou em contato com um dos policiais e pediu que ele se encarregasse pessoalmente das buscas pela filha. É claro que a chefia não ficou muito satisfeita com o fato de que seu policial se dedicaria a uma investigação particular, mas cada dia e cada minuto contavam; caso contrário, seria tarde demais e já seria impossível salvar a criança. Quatorze anos depois, em Buenos Aires, a história continuou e, em circunstâncias quase idênticas em que, alguns anos antes, uma aluna havia desaparecido. Será que desta vez conseguirão encontrar a menina, ou seu destino também permanecerá desconhecido? Para descobrir a resposta, assista ao filme de Alejandro Montiel — “A Perdida”.