Portanto, a narrativa é contada na perspectiva de Helen Morrison, que revelará que Henry Cole é um pianista existencialista, e que a música é toda a sua vida, sua paixão, sua vocação. Mas, após a morte de sua amada esposa, sua musa, ele se afastou de sua vocação, tornando-se um verdadeiro recluso que, por vários anos, não recebeu ninguém e não deixou ninguém entrar em sua alma. Henry Cole abandonou a música e não se apresentou por vários anos, mas decidiu, finalmente, reunir forças e dar, pelo menos, mais um concerto. Foi então foi que Henry descobriu que havia desenvolvido um problema psicológico — medo do palco, ou algum tipo de bloqueio mental, contra o qual agora teria de lutar. Por alguma razão, Henry se convenceu de que estava sujeito a falhas repentinas de memória e que isso poderia acontecer bem no palco, durante sua apresentação. Além disso, na opinião de Henry, é justamente por essa razão que o público prefere assistir e ouvir “apresentações ao vivo e som ao vivo”: afinal, é essa doce expectativa de uma suposta catástrofe que torna tudo isso especial. Segundo Henry, em toda a sua carreira de shows, ele nunca viu, em toda a sua vida, o público reagir com compreensão ou silêncio respeitoso a tal falha do artista, e Henry não quer se encontrar nessa situação, caso algum contratempo possa acontecer com ele. Ele chegou até a decidir desistir da turnê, mas o empresário Paul, quase de joelhos, implorou para que Henry continuasse se apresentando, principalmente porque o próximo show em Londres seria transmitido ao vivo pela internet, o que significa que o mundo inteiro o veria. Henry resistiu por muito tempo, até que ela, Helen Morrison, cruzou seu caminho. Foi então, então, Henry percebeu que a presença dela o acalmava, o tranquilizava e lhe dava coragem e determinação, e, em seu íntimo, a música começa a tocar. Helen passa a fazer parte de sua vida, sua musa inspiradora, que lhe devolveu a vida e a juventude da alma e do corpo. Como essa história entre um músico envelhecido e uma jovem jornalista que sonha em escrever um livro vai terminar, você poderá descobrir assistindo ao dramático filme musical com toques de romance — “Coda”.