No centro da trama desse sombrio e cruel terror de estrada, baseado na antiga tradição de histórias sobre pessoas em perigo durante uma viagem, está a família Hoaganrad, pertencente à classe média. O chefe da família é Alan Hoaganrad (Eric Thomson), também conhecido como Hoggy pelos amigos, sua esposa Jill (Miriam McDowell) e seus filhos adolescentes — Mike (Billy Paratene) e Jordan (Frankie Paratene) — ou, mais precisamente, os filhos de Jill de relacionamentos anteriores — partem em uma viagem para o interior, na costa da Nova Zelândia. Durante a viagem, os garotos não conseguem se entender de jeito nenhum e ficam brigando o tempo todo. Mas muito em breve os Hoaganrads perceberão que esses foram momentos agradáveis em comparação com o que os aguarda mais adiante. Mal tinham parado o carro para apreciar a natureza selvagem e encontrar um local para um piquenique, quando, de repente, um casal de jovens vagabundos se aproxima da família; à primeira vista, parecem loucos sem rumo, e não criminosos perigosos — trata-se do temível Mandragora (Dê niel Gillis) e seu companheiro quase silencioso, Vanna (Matthias Luafutu). Os dois desconhecidos cercam os Hoaganradov e sacam armas de debaixo das capas. Agora, a família, que não tem culpa de nada, acaba se tornando refém de uma viagem de carro. Os reféns tentam fugir do cativeiro, mas sem sucesso, e voltam a ser capturados. Ao assistir a um ato após o outro de violência, nos perguntamos: qual era o objetivo desses crimin? A cada minuto do filme, o enredo aproxima os espectadores da grande revelação. Acontece que esse encontro trágico não foi de forma alguma um acaso, e os dois sequestradores são fantasmas do passado de Alan, que, finalmente, encontraram uma maneira de se vingar de seu próprio trauma. Essa história sobre uma viagem do inferno provará que aqueles que parecem inocentes nem sempre o são de fato, e que ninguém pode escapar do próprio passado.