O personagem principal da comédia maluca “O Ocioso da Praia” não está acostumado a se preocupar com pequenas coisas. Esse homem charmoso, que só atende pelo apelido de “Cão Lunar”, realmente tem dificuldade em se encaixar nos padrões habituais da sociedade humana. Ele despreza todo o “plâncton” de escritório, que trabalha duro diariamente para enriquecer os ricos, e continua respirando o ar fresco do mar enquanto pessoas da sua idade estão arruinando a saúde no local de trabalho. O recluso prefere artimanhas fraudulentas, que o ajudam a se manter à tona. Além disso, elas contribuem para sua atividade favorita — a habilidade de influenciar genialmente o cérebro humano crédulo com o poder de um charme mágico, que o Cão Lunar desenvolveu ao longo dos anos, embora haja a suspeita de que ele simplesmente tenha nascido com isso. Além disso, o encantador e livre-pensador marginal de “O Ocioso da Praia” não consegue passar direto por mais uma diabinha sensual que cruza seu caminho. O homem também não deixa a desejar nesse quesito, afinal, já caíram em sua rede inúmeras moças deslumbrantes. Possuidor de um magnetismo tão atraente, o Cão Lunar está acostumado a conseguir tudo o que deseja, mas, naturalmente, a sorte nem sempre está do seu lado, o que leva a situações bastante delicadas, das quais o aventureiro travesso precisa encontrar uma saída genial. O espaço infinito da praia, o céu estrelado acima da cabeça, o aroma do corpo de uma beldade cativante, a velocidade, as aventuras ousadas e, é claro, a bebida, é isso que faz do Cão Lunar um vigarista verdadeiramente feliz. Ele não trocaria por nada neste mundo sua vida, cheia de reviravoltas bruscas e circunstâncias imprevisíveis, por aquela que levam cidadãos anônimos e respeitáveis do país. O homem está disposto a arriscar-se diariamente, mas é justamente nisso que reside o charme infinito de seu carisma, ao qual são constantemente atraídas pessoas menos felizes e menos livres.