Em Los Angeles, em 1991, o motorista de táxi negro Rodney King foi espancado pelas forças da lei. A trama do filme se desenrola um ano após esse acontecimento. Quatro policiais que usaram a força contra o taxista negro foram absolvidos e libertados por decisão judicial. Essa decisão levou ao surgimento em Los Angeles de distúrbios bem organizados, quando milhares de manifestantes negros saíram às ruas para protestar contra tal injustiça e discriminação. No centro das atenções do novo filme “Gangues de Los Angeles” está um homem branco de meia-idade chamado Ollie. Ele mora em South Central, onde não há muitos moradores de pele branca. Ollie fez amizade com Millie, uma mulher autoritária, mas bondosa. Ela é, por assim dizer, mãe de muitos filhos, mas são filhos adotivos, o que não a impede de tratar a todos com amor. Millie os cria com rigor e se esforça para lhes dar uma educação digna. Já Ollie tentava ajudá-la na medida de suas forças. Quando, em 29 de abril de 1992, começou o motim que tomou conta das ruas de Los Angeles, a situação ficou tensa. Carros eram virados, vitrines eram quebradas, pneus eram queimados, e por toda parte havia pessoas gritando e armadas, invadindo as casas dos moradores. Pogroms e incêndios tomaram conta da cidade por todos os lados. As patrulhas policiais não conseguiam conter os manifestantes. Não era possível sair à rua sem o medo de levar uma surra da polícia ou uma bala perdida. Aconteceu que Millie, tentando proteger as crianças de perigos, de repente percebeu que uma das crianças sob seus cuidados havia desaparecido. Ela estava dividida entre: levar as outras crianças para um local seguro e (ou) sair em busca do adolescente desaparecido. Ollie, como um verdadeiro homem, decidiu ajudar a mulher em sua situação difícil. Ele a protegeu da violência e dos distúrbios que se alastravam pelas ruas da cidade e partiu em busca de Jesse.