O protagonista do filme “Sem Freios” — Tom (José Garcia), um pai de família devoto — decidiu dar um tempo dos problemas da vida, considerando, com razão, que uma mudança de ambiente, paisagens deslumbrantes e ar puro e fresco fariam bem ao seu corpo exausto. Ao começar a fazer as malas, ele nem imaginava que suas intenções piedosas iriam por água abaixo quando sua esposa grávida, seus filhos e, um vovô não muito normal. A viagem, que no início prometia ser emocionante e única, acabou se tornando exatamente isso, só que ninguém ficou encantado com ela. Tom, movido por motivos desconhecidos, decidiu levar a bordo mais uma companheira de viagem. Mas não foi essa circunstância que mudou os planos do chefe da família. Para evitar engarrafamentos nas estradas, eles partiram bem de manhã cedo; além disso, Tom ajustou o piloto automático em uma velocidade bastante alta — 130 km/h. Dirigir em alta velocidade é estimulante e melhora o humor, mas, quando precisou reduzir essa mesma velocidade para sair da movimentada rodovia, Tom percebeu que, na verdade, havia perdido o controle do carro. O veículo não lhe obedecia e se recusava categoricamente a reduzir a velocidade. É claro que, em situações críticas como no filme “Sem Freios”, começa a busca pelo culpado, em vez de se analisar a situação com relativa calma para encontrar a solução mais aceitável. Em vez de se apoiarem mutuamente, no carro se instala o caos e histerias descontroladas, que não contribuem em nada para o equilíbrio emocional da pessoa ao volante. Um carro fora de controle, velocidade desenfreada e passageiros gritando. Por quanto tempo o chefe da família conseguirá, evitando colisões com maestria em uma rodovia congestionada, conduzir o carro? Quanto tempo durará a viagem com passageiros praticamente à beira de um colapso nervoso? Existe saída para essa situação sem saída?